Clique no play e ouça o podcast:
Nos trilhos da Cultura 🚂🚃🎷🥁
Acompanhe informações sobre as empresas de transporte ferroviário Mogiana e Fepasa. Uma conversa com o Maestro Maycon Morais sobre a atuação da Filarmônica Municipal, Coral Fascinação, Orquestra de Viola Corda e Encantos. E mais Filme Córrego do Ferro, fotos do pátio, interior e arredores da Estação Itaú.
🛤️Mogiana e Fepasa
A Companhia Mogiana de Estradas de Ferro teve atuação de 1872 a 1971 e a Fepasa – Ferrovia Paulista S.A. – de 1971 a 1998 foram importantes empresas ferroviárias que também tiveram relações no estado de Minas Gerais. A Mogiana possuía linhas que se estendiam até cidades mineiras, como Poços de Caldas e Passos.
Com a criação da Fepasa em 1971, a Mogiana foi incorporada pela nova empresa estatal, consolidando suas operações em conjunto. Essa união permitiu uma melhor integração e coordenação dos serviços ferroviários entre São Paulo e Minas Gerais. Em fevereiro de 1977, o tráfego de passageiros foi eliminado, sobrando os cargueiros, que, com o tempo, passaram a atender somente ao carregamento de cimento da fábrica de Itaú de Minas.
A Estação Itaú era pertencente ao Ramal de Passos que era uma extensão da linha tronco da Fepasa, que partia de Jundiaí e se estendia até a cidade de Passos, em Minas Gerais. Essa linha tinha cerca de 314 km de extensão e foi construída no final do século XIX.
No entanto, devido ao declínio do transporte ferroviário em geral, tanto a Fepasa quanto a Mogiana encerraram suas atividades e grande parte de suas linhas no estado de Minas Gerais foram desativadas.

(Foto: Tales Oliveira Campos Cardoso em agosto de 2013)
🎶Música
Atualmente na Estação Cultura funciona a Filarmônica Municipal, Coral Fascinação e Orquestra de Viola Corda e Encantos. Acompanhe as fotos do interior da estação com destaque para os quadros de Pedro Américo Maciel e Elísio Amorim, luminária, carteiras, piso original, banco, portas, alunos do turno matutino, Maestro Maycon e Lazinha.










Em uma conversa realizada com o Maestro Maycon Morais ele conta que é formado pela USP de Ribeirão Preto com Licenciatura em Música e Artes e que trabalha com a Filarmônica Municipal desde 2011. Trabalha também com o “Coral Fascinação”, que é o coral da 3ª idade, a Orquestra de Viola “Corda e Encantos” que tem um público jovem, adulto e 3ª idade e a Filarmônica Municipal que tem atuação de jovens e crianças. O Funcionamento das atividades são terça e quinta para os alunos que estão iniciando no período matutino e vespertino. No sábado ensaia a Orquestra e ensaio geral com a Filarmônica.
Sobre a integração dos grupos ele disse: “Temos um grupo do Coral e Viola, antigamente os grupos se apresentavam de formas separadas. O Coral tinha a apresentação dele, a viola tinha a apresentação dela. E geralmente os violeiros sempre precisavam de alguém para cantar e o Coral Fascinação sempre precisavam de gente para tocar. Quando eu iniciei como regente eu quis unir estes dois grupos. Hoje fazemos o mesmo repertório para eles. Treinamos as músicas que o Coral Fascinação vai cantar que são as mesmas músicas que a Orquestra de Viola vai tocar.”
Ao ser questionado sobre método ele conta: “Temos um repertório que conseguimos unir Filarmônica, Coral e a Viola reunimos os três grupos voltado para a música sertaneja raiz. Com a Filarmônica quando os alunos entram eles passam por um processo de solfejo, que usamos um método muito bom que é o Alexis Garaudê e a principio eles vão utilizando somente este solfejo que é a parte teórica. Quando eles chegam em determinada lição eles estarão aptos a tocar um instrumento. Tudo o que tocamos é por partitura, portanto fazemos de uma forma diferente. Não oferecemos o instrumento quando eles entram porque eles não vão conseguir acompanhar. Passamos pelo método de solfejos para depois pegar o instrumento para se preparar e integrar o grupo da Filarmônica. Quando escolhemos um instrumento vemos o tipo da pessoa. Quando o aluno é pequeno entregamos um instrumento mais fácil de acompanhar. Quando é um pouco maior preparamos outros instrumentos. E também os instrumentos que temos disponível no momento pois temos muitos instrumentos que já estão sendo usados. A partir do momento que eles começam a tocar o instrumento e começam a treinar entregamos as músicas do repertório para o aluno se preparar para depois integrar o grupo da Filarmônica Municipal.”
Acompanhe fotos do Coral Fascinação, Orquestra de Viola e Filarmônica Municipal:

















Com um repertório bem eclético eles mantêm músicas populares brasileiras de bandas consagradas. Morais contou que estão estudando músicas do Roupa Nova e uma seleção de músicas do Tim Maia. Com um repertório bem diversificado trabalham com músicas internacionais consagradas no repertório como Frank Sinatra, ABBA e clássicas de bandas que são os tradicionais dobrados militares. Uma tradição das bandas que não abrem mão. As músicas folclóricas que fazem uma mescla nas apresentações colocando um pouco de cada música tentando sempre agradar todo o público que assiste as apresentações da banda deixando um repertório bem diversificado. A não ser quando seja uma apresentação temática. Quando não, fazem um repertório bem diversificado.
Sobre as apresentações: “Sempre temos as apresentações tradicionais na praça, as retretas, mas temos outros convites que a prefeitura faz como o Simpósio da Educação, fomos na inauguração da APAE recentemente. Já tocamos praticamente em todas as igrejas de Itaú, e estamos disponível e temos os maior prazer em participar de qualquer evento à convite da população.” E mais: “Já participamos em bastante cidades: Passos, Cássia, Pratápolis, Fortaleza de Minas, já participamos em eventos na capital Belo Horizonte, na Serra de Caeté, Guaranésia, Monte Santo, Arceburgo. Já visitamos muitas cidades inclusive estamos com convite agora de encontro de bandas em Guaranésia e Workshop em Areado no mês de julho, temos convite para encontro de bandas na cidade de Passos. Temos bastante convite para participar de outros eventos. “
Ele conta que fizeram um Congresso em Itaú que estão montando uma Federação de Fanfarras e Bandas de Minas Gerais com o intuito de resgatar bandas que estão começando para divulgar e participar de campeonatos. Sobre isso ele falou: “Um costume que não temos em Minas é a participação de campeonatos. No estado de São Paulo sempre acontece esses festivais e campeonato de bandas. Estamos tentando fazer algo que consigamos participar desses torneios para divulgarmos a banda de uma forma diferente também. Esse congresso veio para isso, à frente do congresso tem pessoas que trabalham com as linhas de frente, corpo coreográfico, rejeitos, maestros, tem várias pessoas que conhecem dessa área que irá instruir. Em Areado teremos um workshop onde estaremos todos lá. Teremos workshop para os alunos de instrumento, corpo coreográfico teremos professores ensinando como montar esse corpo coreográfico e a parte de percussão como será montada. Serão aulas bem legais que agregará bastante. É uma continuação do que começamos aqui em Itaú no congresso.” Acompanhe informações do 1º Workshop:

Para finalizar ele falou dos projetos para o 2º semestre de 2023: “Nossos projetos agora tiveram uma retomada de um incentivo financeiro por parte da Prefeitura isso foi algo que agregou bastante pra nós. Ter o incentivo dos alunos que estão participando aqui e de outros alunos para entrar. No segundo semestre tem bastante ideias de apresentações. Estamos programando de fazer um encontro de bandas aqui na cidade de Itaú de Minas. Já fizemos um encontro esse será o II Encontro de Bandas. Temos o 36º aniversário da cidade onde já estamos estudando um repertório para fazermos algo novo e estamos focados. E mais outras apresentações que temos à convite de outras cidades. Portanto temos muitos eventos para o segundo semestre de 2023. Estamos estudando e treinando para dar tudo certo.” Concluiu ele.
🎥Filme Córrego do Ferro
Clique no play para assistir o filme:
Filme Córrego do Ferro | Itaú de Minas from Jelles Ribeiro on Vimeo.
Sinopse
O filme mostra a evolução de um vilarejo que iniciou com um processo braçal de queima de pedras para fazer o cal, com apenas algumas fazendas e as cidades a sua volta. Com análise de alguns empresários que vieram para a região para construir uma hidrelétrica, descobriu o valor das terras de Itaú de Minas e construiu a fábrica de Cimento Itaú, e com o crescimento do povoado e o giro de dinheiro o Grupo Itaú resolveram abrir o Banco Itaú S.A que foi inaugurado a sua matriz em São Paulo com uma sucursal em Belo Horizonte. O roteiro retrata a cultura de um povoado, os primeiros mestres, a religiosidade e a influencia da igreja no desenvolvimento do vilarejo, o primeiro comércio, a primeira escola, hospital, a formação de uma banda de música, a doação de terrenos dos fazendeiros para a construção do cemitério local, de mais escolas, tudo isto com dados históricos concretos para a formação nas escolas, mas de uma forma poética, revelando em uma linguagem metafórica.
Serão registrados monjolos, moedor de fubá, olaria com o processo antigo de um burrinho amassando o barro, boiadas tocadas com berrante.
A história se passa da época de 1900 até a sua emancipação no ano de 1987, onde vários moradores se uniram para formar comitês para conseguir a sua independência, o trajeto da história é conduzida por dois personagens fictícios que envelhecem juntamente com o crescimento e desenvolvimento da cidade. O vilarejo chamava Córrego do Ferro que com a chegada da Ferrovia Mogiana, foi traduzida pelo Tupi Guarani como Itaú e com o passar do tempo por existir uma cidade chamada Itaú no estado do Rio Grande do Norte, acrescentou o “de Minas” .
O filme quer valorizar o povo, a sua luta, e a grandeza de sua origem, reconstituindo a sua história.
Itaú de Minas terá a oportunidade de registrar as suas histórias, culturas, lutas e conquistas em um filme de alta qualidade e o autor e diretor Jelles Ribeiro, garante que o Filme Córrego do Ferro | Itaú de Minas trará uma carga emotiva da vida do nosso povo de 1900 a 1987, que através de uma ficção a história vai se desenvolvendo nos fatos reais da época e ao mesmo tempo o lado íntimo e particular de uma vida, na busca de uma independência e melhorias na qualidade de vida.
A preocupação do autor é mostrar o mais fiel possível a realidade da época, por isso existiu uma intensa pesquisa e entrevistas com pessoas que vivenciaram na época envolvendo livros e conversas com historiadores.
O projeto conta com apoio de todos, inclusive pessoas da própria cidade, que se disponibilizaram para serem o elenco que vão registrar a vida de um povo.
A necessidade está em registrar uma origem que ao longo do tempo vai se perdendo, e Jelles acredita que os valores estão em suas raízes, e se elas perdem, por onde serão norteados as suas essências?
É um projeto sem fins lucrativos e conta com parcerias como a produtora Absoluta Cine (Ribeirão Preto), Prefeitura Municipal de Itaú de Minas e empresários que se disponibilizaram a ajudar.
O filme de Itaú de Minas retrata o desenvolvimento da cidade do ano de 1900 a 1987, das primeiras fazendas até a Emancipação. Com dois personagens fictícios o filme levará a uma viagem na história, retratando pessoas e acontecimentos que foram essenciais para a evolução de Itaú de Minas.
O projeto é sem fins lucrativos e vai trabalhar com pessoas da nossa cidade, valorizando a nossa cultura e descobrindo novos talentos.
Itaú de Minas terá a oportunidade de registrar as suas histórias, culturas, lutas e conquistas em um filme de alta qualidade e o autor e diretor Jelles Ribeiro, garante que o Filme Córrego do Ferro | Itaú de Minas trará uma carga emotiva da vida do nosso povo de 1900 a 1987, que através de uma ficção a história vai se desenvolvendo nos fatos reais da época e ao mesmo tempo o lado íntimo e particular de uma vida, na busca de uma independência e melhorias na qualidade de vida. O filme mostra a busca pela emancipação, a origem do nome, a chegada de importantes instituições como a Companhia Cimento Itaú e Banco Itaú, a criação das escolas, as primeiras fazendas, a chegada da energia elétrica, a doação de terrenos, os primeiros comércios, a construção da Igreja Matriz e do hospital e as festividades das congadas. Tem o intuito de elevar e registrar fatos históricos através de uma linguagem poética.
A preocupação do autor é mostrar o mais fiel possível a realidade da época, por isso existiu uma intensa pesquisa e entrevistas com pessoas que vivenciaram na época envolvendo livros e conversas com historiadores.
O projeto conta com apoio de todos, inclusive pessoas da própria cidade, que se disponibilizaram para serem o elenco que vão registrar a vida de um povo.
A necessidade está em registrar uma origem que ao longo do tempo vai se perdendo, e Jelles acredita que os valores estão em suas raízes, e se elas perdem, por onde serão norteados as suas essências.
Confira as fotos dos bastidores do filme Córrego do Ferro gravado na Estação Cultura de Itaú de Minas:





















🚉Pátio da Estação
No pátio da estação estão a caixa d’água, casas da época ainda preservadas, fundo do CECOI tema da próxima publicação, parquinho, quadra, academia de saúde, pontilhão e barracão no Bairro Santo Antônio. Clique para ampliá-las.















🗺️Arredores
Confira nas fotos a estátua do Congadeiro e ao fundo CEMEI Dona Nem no Arraiá, Praça do Congo com coreto, capela e barracão, Ypê Roxo florido na Praça Monsenhor Ernesto Cavichiolli, Igreja Matriz Santa Teresinha do Menino Jesus enfeitada para o Arraiá da Teresinha, Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e Pronto Socorro.










A geração deste conteúdo é um oferecimento do IMM Dicas com o patrocínio de Ligia Arantes Fotografia, Art Pedras Marmoraria, Madeireira Nossa Senhora de Fátima, Ferro Velho Sucatão, Embalaforte, NTW Contabilidade e Gestão Empresarial, Halas Motos, Lava Car’s Rodrigues, Casa da Ração e Espaço Creare.