‘’Você já parou pra pensar por onde anda a cultura em Itaú de Minas? E sua juventude, no auge da idade das ideias e do engajar nos caminhos do mundo? O que todo mundo está fazendo?’’

Agora está todo mundo conectado. Através da internet, conhecemos os rostos que formam a nossa cidade, nos muros e nas ruas vemos diferentes trabalhos, manifestações artísticas. Por mais que pareça pouco, é uma forma de independência que constrói uma cultura alternativa. Ainda não chega a todo mundo, mas cada grupo social conhece e desfruta desses detalhes do seu jeito. E sim, nossa Itaú é diversa, multicultural, multifacetada e plural.
Não há como negar que o impacto das particularidades de cada um destrincha milhares de significados e olhares por todo canto. Cada um faz da sua verdade modo de vida, sustento, filosofia e mantra. Mesmo com todas as dificuldades, encaram os caminhos com valor: é crescimento, evolução!
Precisamos então falar de identidade, chegou o nosso momento. Pós compreensão e afins, distribuir nossas tribos: mulher feminista, LGBT, estudante secundarista, movimento negro, ativista, militante. Pensar a inclusão e efetivar ela, não apenas como direito, mas como respeito. Uma nova forma de Ser e se ver, uma identidade que é nossa. Ser assim como deve ser.
Precisamos fazer algo pela nossa história. Nos últimos anos, podemos observar um grande avanço na ocupação dos espaços públicos em Itaú, o que já pode ser considerado muito bom. Pontos como as praças, a Estação, as quadras Três Marias, a antiga fábrica de cimentos são exemplos disso. Lugares não ocupados apenas pelos olhares das lentes através da fotografia, mas também sendo palco de passeios e momentos muito importantes para quem por ali passa ou fica.
Mas tudo não para por aí: precisamos de incentivos, da realização de atividades de cultura, lazer, entretenimento, educação. Precisamos de apoio para continuar lutando. Tem coisas acontecendo em cada lugar. Tem formação, tem distração, tem união, tem projetos em curso. É preciso cuidar dessa realidade para que venha a ser herança, é de caráter transformador.
Conhecendo a nós mesmos vamos interligando cada ponto. Toda escola tem sua trupe, cada bairro tem sua forma de ser em comunidade. São coisas que passam totalmente despercebidas, mas quando paramos para reparar, vemos como tudo se forma e chega a tal ponto. Vemos questionamentos nos manifestos, mobilização nas contestações. Aí: vamos intervir!
Itaú é nosso! É nóiz! É Itaú das Minas, Itaú dos Manos, Itaú para todos e todas. É de tudo que nos compõe!
[Amabile Passos, 14 de outubro de 17]
Amabile é idealizadora do Blog Estações, tem 19 anos e é estudante de Serviço Social. Apaixonada por livros, música, arte e a escrita, busca sempre poder levar seu mundo aos céus e se enriquecer com as diferenças.
Paulo Vitor é fotógrafo e, através de seu projeto Falonigrafia, segundo suas palavras, não vê a fotografia somente com o intuito de registrar um determinado momento, mas a ideia por trás da imagem, que na verdade é a reprodução do mundo, do seu mundo. Quer conhecer mais sobre seu projeto? É só seguir o Instagram @falonigrafia.
É Itaú de Minas e Manos!
Amabile é idealizadora do
Paulo Vitor é fotógrafo e, através de seu projeto